MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA: AVANÇOS E DESAFIOS NO TRATAMENTO CLÍNICO

  • Autor
  • Fábio Paixão Torres Júnior
  • Co-autores
  • Victor Augusto Nogueira Santos Andrade
  • Resumo
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    Introdução: A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) representa um desafio clínico crescente devido à sua fisiopatologia complexa e limitada eficácia das terapias disponíveis. Caracteriza-se por disfunção diastólica, inflamação sistêmica e comprometimento da complacência ventricular, frequentemente associada a comorbidades como hipertensão, diabetes e obesidade. Apesar dos avanços terapêuticos, as opções de tratamento ainda carecem de evidências robustas quanto à redução de mortalidade e hospitalizações. Objetivo: Analisar os avanços no manejo clínico da ICFEP, destacando a eficácia das terapias farmacológicas e não farmacológicas disponíveis, bem como os desafios na personalização do tratamento. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, com artigos publicados entre 2015 e 2024. Foram utilizados os descritores “insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada”, “tratamento clínico” e “terapias inovadoras”. Após aplicação de critérios de elegibilidade, 32 estudos foram incluídos na análise. Resultados: Os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2) demonstraram benefícios na redução de hospitalizações e melhora da qualidade de vida em pacientes com ICFEP. A combinação de antagonistas dos receptores de mineralocorticoides e inibidores da neprilisina-angiotensina apresentou potencial promissor na redução da sobrecarga pressórica e remodelamento cardíaco. Abordagens não farmacológicas, como reabilitação cardíaca e manejo intensivo de comorbidades, também se mostraram eficazes na melhora da capacidade funcional e redução de eventos cardiovasculares. Discussão: Os avanços terapêuticos na ICFEP são significativos, mas o manejo ainda é desafiador devido à heterogeneidade dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos. A individualização do tratamento, considerando fenotipagem clínica e biomarcadores, pode ser a chave para melhores desfechos. Considerações Finais: O manejo da ICFEP exige uma abordagem multidisciplinar baseada em terapias farmacológicas emergentes e controle rigoroso de comorbidades. Estudos futuros devem focar na personalização do tratamento para otimizar os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.

     

  • Palavras-chave
  • Insuficiência Cardíaca, Fração de Ejeção Preservada, Tratamento Clínico.
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  • Clínica
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